CRÍTICA - XEQUE-MATE

Crítica Especial do Filme "XEQUE-MATE"   
por Keila Vieira - Fotojornalista, colaboradora e crítica de cinema - keila.vieira@ig.com.br 
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XEQUE-MATE
XEQUE-MATE  (Foto Divulgação)

XEQUE-MATE

CRÍTICA - XEQUE-MATE (Lucky Number Slevin, 2006) fala sobre o golpe Trapaça Kansas City, que diz respeito ao momento em que você está de um lado e o que acontecerá está de outro. De um mundo que apostam tudo em uma vida melhor, mas também apostam na possibilidade de perdê-la. Temos pessoas que constroem seu grande império criminoso através disso. E temos o melhor assassino profissional em pleno trabalho de campo. Todo esse esquema se concentra na figura de Slevin Kelevra (Josh Hartnett) que buscara a casa de um amigo porque tudo de ruim acontecia em sua vida. Mas, com um enredo desses, já fica entendido que outras coisas piores aconteceriam, porque ele está em uma onda muito grande de azar. Dois chefões rivais o confundem com o amigo e querem que ele cometa um assassinato e pague uma dívida.

Esse filme atrai muito pelo elenco, afinal temos Sir Ben Kingsley – assim colocam seu nome nos créditos – e Morgan Freeman como amigos e inimigos mortais. Eles vivem isolados em prédios vizinhos, com medo de que um possa matar o outro no momento em que colocarem os pés na rua. Existem filmes que possuem um pequeno roteiro e um protagonista pouco conhecido. Porém, essa película está garantida só para conferir a atuação e diálogos, que dão glória para o roteiro de Jason Smilovic. E garanto que é melhor do que “Um Lugar para Recomeçar” (An Unfinished Life), em que encontramos novamente Jennifer Lopez como mocinha espancada e voraz. Então, o melhor é que Josh Hartnett também é convincente, um ator que já tem como filmografia a participação em “Sin City” e no estreante “Dália Negra”.

Mesmo envolvido em uma situação de tamanha calamidade Slevin Kelevra possui uma calma excepcional. De tal forma e assustadora que quando Lindsey (Lucy Liu) o questiona sobre isso, ele responde que sofre de ataraxia, doença que o impede de ficar desesperado em momentos críticos. Por isso, quando dois capangas o buscam para cumprir ordens do Chefe (Freeman), Kelevra discute com eles de forma humorada o fato de não ser Nick Fisher, o dono do apartamento. Porém os capangas dizem que ele tem cara de ser quem mora no apartamento e o levam para ser apresentar. O Chefe quer que ele mate o filho gay do Rabino (Kingsley), que conserva o nome de Fada. E depois, quem manda seus capangas atrás de Slevin – também confundido com Fisher – é o Rabino, que lhe exige o pagamento de uma dívida. E ainda, tem o assassino (Bruce Willis), que parece querer usá-lo como bode expiatório e o FBI que acha muito estranho ele do nada freqüentar o prédio dos dois mafiosos.

Uma coisa intrigante do filme são os cenários excêntricos, principalmente do prédio em que vive Nick Fisher e de Lindseu. Os papeis de parede são o que mais chama a atenção, pois parece algo como apartamento da tia que foi decorado nos anos 70, com estampas de flores gigantes em ícones ou super coloridas. Isso pode ser um incomodo, porque você pode ficar olhando para aquilo e se fazendo a pergunta: por quê? Mas, não desmerece, porque eu considero que é uma forma original de ilustrar o uma condição social ou até personalidade das pessoas. É intrigante pensar em porque Fisher moraria em um apartamento como aquele ou porque o Chefe gostava daquelas peças de dama.

Título Original: Lucky Number Slevin
Gênero: Policial/Suspense
Duração: 109 min.
Ano: EUA - 2006
Site Oficial: Clique Aqui
Distribuidora: MGM/The Weinstein Company/Imagem Filmes
Direção: Paul McGuigan
Roteiro: Jason Smilovic

XEQUE-MATE
Cena do Filme XEQUE-MATE (Foto Divulgação)

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Crítica: Keila Vieira - Fotojornalista, colaboradora e crítica de cinema - e-mail: keila.vieira@ig.com.br - Blogwww.talhoseretalhos.blogspot.com

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