VAMPIRISMO,
O limite entre a ficção e a realidade.

por Paulo Aníbal G. Mesquita

Uma das mais antigas lendas sobre “Mortos vivos” à custa do sangue dos vivos que dormem dentro de caixões com terra do lugar de onde nasceram, com capacidade de transformar-se em morcego , não possuem reflexo nos espelhos e nem aparecem nas fotografias. Possuem ódio mortal da cruz, do alho , da água benta e da luz solar, uma estaca de madeira fincada no coração é fatal. Há forte conteúdo psicológico, sexual e de perversão , cujas histórias inundam à imaginação que se tornou grande objeto cinematográfico, há contos de vampirismo desde 125 dC. Drácula, maior arquétipo dos vampiros, na verdade foi publicado em 1897 por Bram Stoker, se baseou na história de Vlad Basarab, nascido em 1430, na Transilvânia, tornou-se príncipe da Valáquia(Romênia) de 1456 à 1468 e seu pai era o príncipe Dracul. Vlad venceu muitas batalhas contra os turcos e subjulgava seus inimigos e prisioneiros de guerra de maneira muito violenta, que tornou-o conhecido como Vlad, o empalador, devido ao fato de espetar pelo ânus suas vítimas em estacas e deixar pendurado. Mas antes, gostava de assistir a lenta morte de seus inimigos, inclusive cortava-lhes as mãos e os pés para ver o sangue escorrer e fervia as cabeças. Apesar de na idade média o vampiro ser visto como um morto-vivo que se parecia com o lobisomem, Drácula era um aristocrata de classe de forte simbolismo erótico que também possui sua versão feminina, a “Camilla”, a mulher do vampiro criada pelo o irlandês Sheridan Lê Fanu, uma personagem muito sedutora que foi inspirada na condessa húngara Elizabeth Bathory, que freqüentava as cortes de Viena(Áustria) no fim do século XVI. Para conservar sua beleza, tomava banho todas as noites com sangue de uma virgem, que era sacrificada para isso.

A condessa também gostava de beber muito sangue e foi presa pelo próprio primo no castelo de Csejth e posteriormente executada.Na literatura, no romantismo, poetas como Byron, Teóphile Gautier e Novalis escreveram bastante sobre o vampirismo, mas foi no cinema é que o vampirismo atingiu seu apogeu, como por exemplo “Nosferatu”,em 1921, de Frederich W. Murnau, onde profetizou à ascensão do nazismo ao mostrar a invasão da Alemanha por Drácula com seu ratos disseminadores da peste. Só em 1931, conde Drácula surge pela primeira vez nas telas do cinema com esse título, num filme da Universal, dirigido por Tod Browning e estrelado por Bela Lugosi. Esse autor se destacou e se especializou tanto na representação de Drácula que acabou internado num hospício, acreditando ser um vampiro e tentava morder os pescoços de todas as pessoas que se aproximavam dele. E o cinema imortalizou o vampiro no inconsciente coletivo, até viraram heróis em quadrinhos como o Batman e Vampirella.

Tudo isso associado à uma rara doença genética chamada de “Protoporfíria Eritropoiética”, que é uma alteração dos pigmentos da pele decorrentes de uma produção excessiva de protoporfirina , causando sintomas como forte plurido, edemas, fissuras hemorrágicas na pele após exposição da luz solar e cor da pele extremamente pálida, por isso só saíam durante à noite, imortalizou à lenda do Vampiro, inclusive imortalizando o morcego como sua forma alada. O morcego é um mamífero muito importante para à manutenção das florestas por realizar à disseminação de polens e sementes, inclusive é muito importante no controle biológico dos insetos. O Brasil possui mais de cem espécies diferentes de morcegos, sendo somente 3 espécies hematófagas , ou seja, se alimentam de sangue, sendo o mais importante é o Desmodus rotundus , pois é o transmissor da raiva no campo devido ao fato de sugar sangue de mamíferos como os bois , cavalos,entre outros. Sua mordida é praticamente indolor e sua saliva possui uma substância anticoagulante que não deixa “secar”o sangue nos pequenos orifícios deixados pelos dois dentes pontiagudos e assim eles sugam/lambem o sangue.Então, bem diferente da lenda tradicional dos vampiros e da forma de ataque dos chupa-cabras.Os morcegos são inocentes.

Paulo Aníbal G. Mesquita
EXO-X
pauloanibal@yahoo.com.br

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